• André Boaratti

06 dicas básicas para o seu TCC ser aprovado




Para quem nunca fez um TCC, muitas vezes nem sabe por onde começar. A não ser que você tenha um excelente orientador que trabalha em parceria com você, mas que infelizmente essa não é a realidade das instituições de ensino superior no Brasil. Geralmente as universidades pagam muito pouco para um professor orientar um aluno. Então, é comum que a orientação deixe a desejar e nisso o aluno fica a ver navios e solitário no desenvolvimento do seu trabalho. Mas o pior não é isso. O pior é o desespero, que trava as pessoas... e aí bate ainda mais desespero e depois decisões erradas. O resultado é um trabalho ruim e mal avaliado, até mesmo correndo risco de ser reprovado na banca com a obrigação de ser refeito. Fuja disso e faça uma pesquisa de qualidade, que realmente contribua! Como? Você deve se planejar e ter ciência de algumas dicas/regras básicas na produção da maioria dos trabalhos acadêmicos.


Mas sabemos que muitas vezes um bom planejamento, com uma boa orientação (como já dissemos) nem sempre é possível. Se esse for o seu caso, ou seja, o seu orientador te abandonou, seja por qualquer motivo, e você está se sentido perdido, preste atenção nas dicas/regras que iremos apresentar aqui! Elas vão te ajudar e MUITO, pode ter certeza!



1- Escolha um tema que você já possua um conhecimento prévio e que tenha fontes bibliográficas


Sempre tem aqueles assuntos que estamos mais familiarizados, que temos um interesse especial em investigar, buscar mais entendimento. Então, busque esse tipo de assunto para você pesquisar. Mas não adianta só familiaridade/interesse. Esse tema tem que ter relevância (contribuição) e locais (fontes) para ser pesquisado (livros, revistas científicas, teses, dissertações, artigos, etc). Um tema muito atual, ou da “moda”, tem pouca bibliografia (de peso) e isso gera uma dificuldade tremenda! Tema da moda nem se fala, porque logo perde relevância e a sua pesquisa também. Escolha temas relacionados a problemas sérios, a serem solucionados ou pelo menos em parte! Algo que realmente mereça reflexão e tratamento científico!



2- Formule uma questão problema simples e objetiva


Essa talvez seja a parte mais complicada para o aluno iniciante. Lembre-se que toda atividade científica existe para resolver um problema e contribuir com o desenvolvimento social. Olhe para o seu tema e tente enxergar as suas contradições! Tudo é contraditório, nada é totalmente uniforme, perfeito! Então, busque no seu tema uma relação de conflito que precisa ser resolvido, discutido, a partir de análises lógicas encadeadas por teorias e contribuições de outros autores que se dedicaram ao que você está buscando.

Faça uma pergunta e suba nos "ombros dos gigantes" para buscar uma resposta, enxergar onde nunca ninguém enxergou antes! Essa é a ideia de um trabalho acadêmico! Não existe solução pura, pronta!

Busque formular uma problemática clara e objetiva. E antes que você se pergunte... sim! Ela deve estar no formato de uma pergunta! Muitos se esquecem desse detalhe e apresentam as suas questões problema no texto de maneira afirmativa! Não! A questão problema, obviamente como o nome já diz, é uma QUESTÃO, UMA PERGUNTA! Não se esqueça disso ao formulá-la corretamente.

E por fim, a questão problema é a responsável por definir o caráter do seu trabalho. O que você busca, qual caminho será trilhado para responder essa questão... é ela que te dá o norte! Você sabe exatamente o que buscar nas suas pesquisas, nas várias leituras que temos que fazer quando estamos desenvolvendo um artigo, por exemplo.

Na posse de uma problemática bem feita, você terá mais capacidade de articulá-la aos objetivos! E ao final do seu trabalho, nas considerações finais, lembre-se de resgatá-la para discutir se ela foi respondida ou não no trabalho. É nisso que as considerações finais devem focar!





3- Não use a primeira pessoa no texto da sua pesquisa


Não é uma regra em si, mas a primeira pessoa não é bem vista nos trabalhos acadêmicos de uma forma geral, por diversos motivos. Um deles é que o trabalho fica parecendo muito subjetivo, como se tudo fosse mera opinião pessoal do pesquisador. Há também a questão da neutralidade que se deve ter na abordagem em relação ao objeto pesquisado. A primeira pessoa também é usada geralmente por aqueles que já estão a um certo tempo no caminho da pesquisa, já se tornou um autor de renome pelo seu trabalho reconhecido. Se você ainda não alcançou o estrelato do mundo acadêmico, procure se auto referenciar no seu trabalho de maneira mais objetiva, levando em conta que você não é o único que pensou ou pensa aquele assunto. É uma atitude de humildade, ou seja, você está passando a ideia de que está buscando entender o tema a partir de uma abordagem que leva em conta a contribuição de outras pesquisas! Para alcançarmos o conhecimento, devemos primeiro, termos uma atitude de humildade, de aceitar que você não sabe tudo mas que está buscando, humildemente, contribuir com algo a partir dos “ombros dos gigantes”.

Se você tiver dificuldade em substituir a primeira pessoa, clique aqui e baixe uma tabela bem simples de tempos verbais impessoais.



4- Preocupe-se em utilizar fontes mais atuais possíveis


Fontes atuais dão mais credibilidade à pesquisa, sem dúvida! Dependendo do seu tema, uma maneira diferenciada de tratar as fontes seria a comparação entre fontes antigas e atuais. As mudanças nas abordagens sobre determinado assunto pode ser algo interessante para a sua pesquisa 😉

Uma bibliografia atual, com obras e teses doutorais recentes, podem fazer com que você enxergue ou interprete o tema de uma maneira inovadora, até mesmo visionária! Aumentando as possibilidades de análise, a partir da sua pesquisa!


5- Priorize obras publicadas do que sites ou artigos de internet


Além da atualidade, a qualidade da fonte também se mede por meio da maneira como ela se tornou pública. Na academia, geralmente isso ocorre após uma banca que avalia se o aluno, com a sua tese de doutorado, será aprovado ou não, ou quando um artigo é escolhido para ser publicado numa revista científica. Ou seja, fontes devem priorizar OBRAS! Publicadas, escritas e disponíveis nas BIBLIOTECAS. Mas isso não impede que você também faça uso de fontes da internet, como teses, dissertações, artigos, etc. Tudo isso pode e deve ser buscado na internet e aproveitado no trabalho. Porém, são o que chamamos de fontes acessórias. Ou seja, o trabalho não pode se basear todo neles. Servem para complementar as fontes principais, que são as obras publicadas. Não tem como você abordar um assunto e buscar as contribuições de outros autores em fontes não científicas. A internet é uma excelente ferramenta para você pesquisar tudo sobre o seu tema, mas algumas visitas na biblioteca não faz mal a ninguém, pelo contrário, é essencial para a qualidade do seu trabalho na medida em que ali você possivelmente terá contato com obras e autores que não teria se estivesse navegando online.





6- Muito cuidado com os erros de português! Se for o caso contrate um serviço de revisão ortográfica


Você deve passar credibilidade, como já foi dito, certo? Então uma maneira de você não fazer feio e conseguir respeito para o seu trabalho, é se dedicar a produzir o seu texto seguindo todas as regras da ortografia! TCC com erros de português é muito feio! Os professores que te avaliarão na banca chamarão a atenção de você se tiver erro de português no seu trabalho. Então, evite esse constrangimento, essa vergonha! No quesito linguagem escrita, o seu trabalho tem que estar impecável! Diferente da apresentação oral do seu trabalho, que você pode até escorregar às vezes. Mas no trabalho escrito, jamais!

A boa formatação do texto dentro dos padrões da língua culta, faz com que você se acostume com o vocabulário acadêmico. E, melhorando o vocabulário, necessariamente você vai pensar e refletir cada vez melhor, saindo do senso comum e alçando voos maiores!

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